terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eu amo SP


De repente lá estava eu ,em um ônibus a caminho do interior. Logo eu uma garota da “Cidade grande”. Trocando a selva de pedras, pela paisagem verde de campos intermináveis. Depois de sete horas de viagem finalmente cheguei ao meu destino.
O interior é completamente encantador. O céu é de um azul reluzente. Sempre achei que fosse exagero das pessoas, mas o ar é realmente diferente. É como está em outra dimensão.
É claro que dois dias depois eu já estava totalmente louca. Todo aquele silencio e calmaria me dava nos nervos. Sentia falta do barulho de São Paulo, das pessoas apressadas, dos empurrões nos ônibus lotados. Até o céu encoberto por nuvens negras de poluição me fazia falta.
Então, deixei meio lado Zen naquela cidade pequena de 80 mil habitantes e voltei correndo para minha terra. Orgulhosa por ter nascido e vivido toda a minha vida na quinta maior metrópole do mundo.
E quando cheguei em casa (depois de três horas presa no transito) percebi o quanto amo São Paulo. Essa cidade maravilhosa que abriga tantas pessoas de lugares diferentes. Onde tudo e todos se encontram, a cidade que nunca dorme.
No dia seguinte peguei um ônibus completamente lotado as 7:00 da manhã e pela primeira vez não reclamei. Estava feliz por estar de volta e por fazer parte dos 10.886.518 habitantes da melhor cidade do mundo.



Texto: Thaís Paulino

sábado, 4 de junho de 2011

Espetáculo a céu aberto

Criatividade, talento e diversão são os principais destaques dos artistas de Rua de São Paulo

Em meio à correria, sons de buzinas e a imensidão de um trânsito engarrafado da Avenida Paulista, um grupo de teatro chama a atenção por vender suas cenas em plena luz do dia.
O Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera é composto por três pesquisadores formados em Artes Cênicas, pela Universidade Federal de Santa Maria no Rio Grande do Sul.

Foto: Reprodução

A fundadora, atriz e diretora Lara Bittencourt fala um pouco sobre o projeto que leva arte, cultura e entretenimento as ruas da maior metrópole do país.

Lara de Bittencourt, Graciane Pires e Marco Antonio Barreto se conheceram ainda na época da faculdade, ambos sempre foram apaixonados por arte e ao se formar decidiram vir para São Paulo, em busca do sonho de colocar em cartaz o seu espetáculo. A ideia de vender cenas na rua –“TEATRO À LA CARTE - Vendem-se Cenas”, surgiu da dificuldade financeira, pois ao chegar a capital paulista, o grupo se deparou com uma enorme burocracia para colocar em prática tudo que haviam criado no Rio Grande do Sul. ‘’As cenas foram colocadas conforme sentíamos aquilo que o público queria como, por exemplo, cenas cômicas para a tarde e cenas mais densas para a noite’’(Sic). Para o Núcleo Santa Víscera a principal dificuldade de se apresentar nas ruas é a diversidade de acontecimentos (trânsito, gente passando, barulhos) ao redor tudo isso pode dispersar a atenção do público. Contudo á recompensa de ver as pessoas se envolvendo a cada cena é extremamente gratificante, principalmente para quem mexe e vive de arte.

Foto: Ivi Silva
Quem disse que um Domingo no parque não tem Arte?
 

O Parque do Ibirapuera um dos principais pontos turísticos de São Paulo também é picadeiro para o artista itinerante Gilson Silva, 36 anos. Na pele do Palhaço Chocolate, o ator trapalhão diverte crianças e adultos, com sua performance extravagante e suas brincadeiras levadas.

“Sou formado em preguiçologia, não me vejo fazendo outra coisa se não arte”. Ele conta que já trabalhou como garçon, porteiro e vendedor, entretanto só começou a atuar nas ruas, depois de ficar desempregado. Além disso, Gilson também se apresenta em shows, bares, festas infantis e casamentos.


Estátua Viva ou Anjo Cido?
Foto: Luana Santana
Outro tipo de arte que é bem popular nas ruas do Centro de São Paulo são as chamadas estátuas vivas.
 
Francisco Aparecido, ou simplesmente Anjo Cido é Alagoano e mora em São Paulo há 10 anos. Sempre trabalhou como cozinheiro e barman nos principais bares e restaurantes da cidade, o ator garante que já fez comida até para o Prefeito Gilberto Kassab. Formado em teatro Cido, afirma que para ser Estátua Viva, além de estudar todas as técnicas é necessário ter disciplina, preparo físico e amor pelo que faz. Durante sua apresentação no Viaduto do Chá podemos observar que várias pessoas param para olhá-lo com admiração, outros pedem para tirar fotos e as crianças sempre o retribuem com uma moeda e um sorriso nós lábios.

Com tanta diversidade de arte, música e cultura espalhada nessa cidade não devemos deixar de aplaudir, admirar e agradecer a estes artistas, que dedicam tanto tempo de suas vidas para nos entreter.Então fica a dica dá próxima vez que encontrar com esses astros de ruas pare alguns minutos, afinal um pouco de arte não faz mal a ninguém.

Texto: Luana Santana

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O tempo não para

Lembro bem dos dias de marasmo deitada no sofá em plena segunda-feira à tarde. Assistindo The Big Bang Theory e as reprises sem fim de Friends. Dormindo tarde e acordando mais tarde ainda ou às vezes nem dormindo. Tempo era o que não faltava. Faltar? O tempo sobrava e muito.
Agora levantando as seis da manha e indo para cama mais de meia-noite, gostaria de ter um pouco daquele tempo que tanto me sobrava.
Vivi meu momento de “Auto-descobrimento”, aquele tempo que damos depois do colégio para descansar, a velha e esfarrapada desculpa do “Eu preciso me encontrar”. Quando na verdade o que queremos mesmo e mochila pela Europa sem presa de voltar. Confesso que meu período de Auto-descobrimento se estendeu muito alem do desejado. E que no fim, continuo a mesma garota confusa e desajeitada de sempre. Claro que um pouco mais experiente.
De tanto me pergunta “Quando minha vida vai começar de verdade?”, ela começou sem que eu percebesse. E dentro desse turbilhão, trabalho, faculdade, familia, amigos, amores . . . o tempo passa sem ser notado. Dia após dia, semana após semana, mês após mês . . .
A sombra deu lugar ao sol escaldante e a água fresca cedeu sua vez para o café quente. Acabou a “Vadiagem”.
E mesmo recordando com saudade aquele tempo de curtição, não trocaria o presente pelo passado. A vida é feita de fases, tudo tem seu tempo e isso faz parte do processo de crescimento. Voltar para o sofá seria o mesmo que regredir ou estar congelada no tempo. Eu escolho seguir em frente, mesmo com sono, mesmo cansada e mesmo tendo vontade de desistir às vezes. Encontrei meu caminho e não vou parar de segui-lo.



Texto: Thaís Paulino